terça-feira, 28 de setembro de 2010

Do DNA à Proteína

A configuração da proteína é determi­nada pela estrutura primária, ou seja, pela sequência de aminoácidos. A sequência es­pecífica de pares de bases no DNA (gene), codifica a sequência de aminoácidos numa cadeia polipeptídica por meio de dois pro­cessos; primeiro a informação contida na cadeia dupla do DNA é transferida para uma cadeia simples de RNA (transcrição); depois essa informação transcrita no RNA é con­vertida, de acordo com o código genético, numa sequência de aminoácidos (tradução ou síntese proteica).

Há três classes de RNA envolvidas na síntese proteica: RNA mensageiro (mRNA), RNA ribossomal (rRNA) e RNA de trans­ferência (tRNA).
O mRNA contém a in­formação transcrita do DNA e actua como intermediário do produto final funcional (pro­teína) dos genes codificadores de proteínas (genes estruturais).
O rRNA e o tRNA são eles próprios os produtos finais funcionais de um pequeno número de genes; o tRNA trans­porta os aminoácidos até aos ribossomas - grandes complexos macromoleculares consti­tuídos por rRNA e proteínas - onde se vai realizar a síntese proteica.


Proteínas

Proteínas são polímeros essenciais para a estrutura, função, diferenciação e desenvol­vimento de um organismo. Uma proteína é composta por uma ou várias cadeias peptídicas constituídas por sequências específicas de aminoácidos.
Numa proteína, cada aminoácido está unido pelo seu grupo carboxílico ao grupo amínico do aminoácido adjacente por meio de uma ligação peptídica.


Numa cadeia polipeptídica o primeiro aminoácido tem um grupo amínico livre (N-terminal) e o último um grupo carboxílico livre (C-terminal).

As proteínas possuem uma estrutura complexa com quatro níveis de organização: a sequência linear dos aminoácidos numa cadeia polipeptí­dica constitui a estrutura primária; a estrutura secundária resulta de ligações fracas (hidro­génio, electrostáticas, van der Walls) entre átomos dentro de uma mesma cadeia polipeptí­dica ou entre diferentes cadeias polipeptídicas, originando configurações específicas das pro­teínas; a estrutura secundária pode dobrar-se sobre si mesma, formando uma estrutura tridi­mensional ou terciária; a associação de duas ou mais estruturas terciárias de cadeias polipeptí­dicas idênticas ou de diferentes tipos origina a estrutura quaternária.

sábado, 25 de setembro de 2010

Semiconservativa, bidireccional e semidescontínua

O DNA constitui a base química da hereditariedade, armazenando vastas quantidades de informação que são o elo de ligação genético entre gerações.
Como tal, por um lado o DNA tem de ser correctamente copiado e, por outro lado, deve também ser mantido e reparado durante o período de vida de uma célula.
O processo de replicação do DNA, isto é, a duplicação do DNA com obtenção de moléculas de DNA idênticas a uma molécula de DNA original, não deixou de levantar questões de ordem estrutural e bioquímica.
A replicação do DNA apresenta como características ser:

  • Semiconservativa
  • Bidireccional
  • Semidescontínua

Estas características estão presentes quer em procariotas, quer em eucariotas.