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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cnidários

Na maioria dos Cnidários, os ciclos de vida apresentam alternância de gerações assexuadas polipóides e sexuadas medusóides, fenómeno também chamado de metagénese.

As medusas-machos libertam os seus espermatozóides na água, e as medusas-fêmeas, dependendo das espécies, podem libertar os óvulos na água, ou retê-los no interior do corpo, onde são fecundados. 
O zigoto desenvolve-se numa larva ciliada de corpo achatado, a plânula.
Depois de nadar livremente durante algumas horas ou dias, a plânula fixa-se num objecto submerso, perde os cílios e transforma-se num pólipo. Este desenvolve-se e origina, assexuadamente novas medusas, fechando o ciclo.
No ciclo de vida assexuado, os pólipos reprodzem-se assexuadamente, por um processo denominado estrobilização, que leva à forma de medusa.  
Estrobilização - o corpo do pólipo sofre uma série de divisões transversais, formando pequenas estruturas medusóides, que se libertam e nadam. Essas pequenas medusas são chamadas de Éfiras; são formar larvais que crescerão e atingirão a maturidade, diferenciando-se em machos e fêmeas. 

SABER MAIS : AQUI

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O direito à diferença

O que significa ser diferente?


Você e a pessoa mais próxima são bem diferentes - certamente vocês diferem mais do que as bactérias. Contudo, vocês os dois pertencem à mesma espécie, enquanto duas "bactérias" podem ser classificadas em domínios totalmente distintos.
Ainda assim, você - no domínio Eukarya - e aquelas dois seres procariontes dos domínios Bacteria e Archaea possuem muito em comum. Vocês os três:
  • realizam glicólise.
  • replicam o DNA de forma semiconservativa.
  • possuem DNA que codifica cadeias polipeptídicas
  • produzem essas cadeias polipeptídicas por transcrição e tradução utilizando o mesmo código genético
  • possuem membranas plasmáticas e ribossomas em abundância
Apesar destas características comuns entre os domínios da vida, existem também diferenças importantes.
"Domínio" constitui um termo subjectivo utilizado para os maiores grupos da vida. Não há definição objectiva de um domínio, mais do que um reino ou família.

Texto adaptado de Vida, A ciência da Biologia. Artmed.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Diversidade de estratégias na reprodução sexuada

A variabilidade genética dos indivíduos de uma população contribui para o seu sucesso evolutivo, uma vez que, num ambiente em mudança, pelo menos alguns dos membros da população estarão aptos a sobreviver.
As fontes de variabilidade genética das populações são a reprodução sexuada e as mutações. A reprodução sexuada combina, de múltiplas formas, referidas na página anterior, os genes existentes na população. As mutações criam novos genes (mutação génica) ou novos cromossomas (mutação cromossómica).
Claramente vantajosa num ambiente em mudança, a reprodução sexuada verifica-se na maioria dos animais e das plantas. É também comum a alternância entre a reprodução assexuada e a reprodução sexuada em muitas espécies. Seres vivos que geralmente se reproduzem assexuadamente, ocasionalmente reproduzem-se sexuadamente, criando novas combinações de genes, como é o caso, por exemplo, do plasmódio, parasita responsável pela malária.
A reprodução sexuada implica a formação de gâmetas, a qual ocorre em estruturas especializadas - as gónadas ou os gametângios.
As gónadas são os órgãos produtores de gâmetas nos animais. As gónadas femininas são os ovários e as gónadas masculinas são os testículos. Nos ová­rios e testículos são produzidos, respectivamente, os gâmetas femininos, ou óvulos, e os gâmetas masculinos, ou espermatozóides. Os gâmetas dos ani­mais são haplóides e formam-se por meiose. O gâmeta feminino é relativa­mente grande e imóvel, ao contrário do gâmeta masculino, bastante mais pequeno e móvel.

Em certas plantas, os gâmetas são produzidos em gametângios. O gametângio feminino chama-se arquegónio e o gametângio masculino chama-se anterídio. O arquegónio é um órgão em forma de vaso que produz uma única oosfera e o anterídio produz numerosos gâmetas masculinos, os anterozóides, que são libertados para o meio ambiente, quando se encontram maduros. Os anterozóides são células móveis que se deslocam em ambiente húmido até à oosfera, a qual é fecundada dentro do arquegónio, iniciando-se o desenvolvi­mento do zigoto.
Muitas plantas, e alguns animais, são hermafroditas, isto é, possuem simul­taneamente os sistemas reprodutores feminino e masculino, pelo que produ­zem os dois tipos de gâmetas. A autofecundação é vantajosa em organismos imóveis ou em parasitas que têm dificuldade em encontrar um parceiro do sexo oposto. No entanto, alguns organismos hermafroditas não são capazes de se autofecundar, pelo que recorrem à fecundação cruzada em que cada orga­nismo funciona, simultaneamente, como macho e fêmea, dando e recebendo gâmetas masculinos. Produz-se, assim, o dobro da descendência, com maior variabilidade. A fecundação cruzada ocorre em muitas plantas e em alguns ani­mais, como as minhocas e os caracóis.