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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Albinismo em plantas

Uma boa questão de aula:
O albinismo é uma doença comum em animais e plantas. Explique porque razão não é possível encontrar plantas portadoras da referida mutação?

Normalmente o albinismo nas plantas surge devido a mutações genéticas que podem fazer com que os cloroplastos, que produzem a clorofila, nasçam inactivos. Desta forma, passam a chamar-se leucoplastos e são incapazes de produzir clorofila, responsável, pela coloração verde. Sem clorofila, não se realiza a fotossíntese, a reacção química que dá energia ao vegetal- assim a sobrevivência da planta fica comprometida só enquanto houver energia na semente. É quase impossível encontrá-las na natureza, podem ser vistas quando se faz germinação em grandes quantidades de sementes em laboratórios ou estufas.
Há um tipo de albinismo nas plantas, a chamada variegação que resulta da ausência parcial de clorofila nas folhas e/ou no caule da planta. Neste caso a planta torna-se ornamental graças à beleza que adquire. A variegação pode resultar surgir de várias formas.
• Variegação quimérica - falhas genéticas.
Variegação devida a efeitos de reflexão - deve-se a efeitos visuais de reflexão da luz na superfície das folhas devido à existência de uma camada de ar abaixo da epiderme, o que resulta numa reflexão branca ou prateada.

Variegação causada por outros pigmentos - a presença de outros pigmentos, como antocianinas, escondendo o pigmento verde. Frequentemente, esta variegação estende-se por toda a folha, tornando-a avermelhada ou arroxeada.

Variegação patológica - infecções virais podem causar o aparecimento de determinados padrões na superfície da folha que permitem identificar o agente patológico.

Duas fotos que foram gentilmente cedidas por Nuno Guiomar, fotografadas no Alentejo. Portugal.




Digitalis purpurea, no seu fenótipo normal.
Foto - Nuno Guiomar















Digitalis purpurea (Albina)
Foto - Nuno Guiomar

















Fonte do texto : http://pt.shvoong.com/exact-sciences/agronomy-agriculture/1820188-planta-albina/

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mutações génicas

Mutações nonsense - resultam da substi­tuição de um par de bases por outro, que leva à formação de um codão stop', há terminação prematura da cadeia polipeptídica e a respec­tiva proteína (truncada) normalmente não é funcional


mutações famosas

Mutações missense - resultam da substi­tuição de um par de bases por outro, levando à formação de um codão que codifica um aminoácido diferente do original; pode obter--se uma proteína com função alterada. Se o codão obtido por mutação, no entanto, codi­ficar um aminoácido quimicamente semelhante ao original, não se vão detectar grandes al­terações na função da respectiva proteína e a este caso particular das mutações missense dá-se o nome de mutações neutras.

Mutações silenciosas - resultam da subs­tituição de um par de bases por outro, que leva à formação de um codão diferente, que con­tinua, no entanto, a codificar o aminoácido original; não se observa qualquer alteração na função da proteína.

Mutações frameshift - resultam de adi­ções ou eliminações de pares de bases que provocam desfasamento do quadro de leitura, obtendo-se uma sequência de aminoácidos diferente da original a partir do local onde se deu a alteração, a não ser que as adições ou eliminações tivessem ocorrido com três (ou múltiplos de três) nucleótidos. Geralmente ori­ginam-se proteínas não funcionais.
Se as mutações ocorrerem em sequências reguladoras ou outras não codificantes, a gravidade das suas consequências depende essencialmente da sua localização, isto é, se inutilizaram locais funcionais dessas sequên­cias. Estas mutações alteram normalmente a quantidade em que as proteínas são produzidas e não a sua função, como acontece com mu­tações em sequências codificantes.


Sobre mutações génicas (link)